A pergunta é fácil, mas a resposta nem sempre. Quem pratica o melhor futebol atualmente no Brasil? Alguns meses atrás o leitor diria, com um pé nas costas, que o Internacional tinha o melhor futebol, era praticamente imbatível e que era o principal favorito ao título nacional.
Depois de perder os títulos da Copa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para a LDU, a panca do Colorado foi por terra e seu treinador passou de idolatrado a execrado. Ou seja, bastaram alguns insucessos e Tite foi para a corda bamba.
Seria hoje o Corinthians o praticamente do melhor futebol no país? Pode até ser, principalmente se repetir sempre o que mostrou nos primeiros 45 minutos do jogo com o Fluminense ou mesmo o volume de jogo das finais da Copa do Brasil, tanto no Pacaembu como no Beira Rio. Mas, e a derrota de 3 a 0 para o Grêmio? Será que ela não evidenciou alguns pontos fracos no time de Mano Menezes? É bem possível, afinal, sem seus dois zagueiros titulares o Timão ficou exposto e tomou três gols em pouco mais de 30 minutos.
Então sobrou quem? O Cruzeiro? Quem garante que o time de Adílson Baptista seja o melhor do país? Se vencer a Libertadores na noite desta quarta-feira com um triunfo sobre o Estudiantes no Mineirão, é bem próvável que o time de Belo Horizonte passe a ocupar o espaço deixado pelo São Paulo do ano passado. Até quando ninguém sabe.
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Terça-feira, 14 de Julho de 2009
A dança das cadeiras
Vanderlei Luxemburgo, que saiu do Palmeiras, pode ir para a vaga de Wagner Mancini no Santos. Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo e não acertou com o Palmeiras, está cotado para o lugar de Tite no Inter, caso este não vença o Gre-Nal de domingo. E Carlos Alberto Parreira, demitido do Fluminense, pode continuar nas Laranjeiras, em outro projeto que o clube tenciona colocar em prática.
Essa é a famosa dança das cadeiras. Hit famosíssimo quando se trata de futebol brasileiro. Não importa se o treinador tem nome, títulos na bagagem ou olhos verdes. O que vale mesmo são resultados e, se possível, imediatos. Ninguém tem tempo para esperar que o trabalho cresça e apareça. A torcida chiou depois de um resultado ou um corneteiro tocou seu instrumento mais alto e pronto, está na hora de trocar de técnico.
A ciranda dos treinadores já derrubou quase uma dezena nesse início de Brasileiro. A média é de quase um por rodada. Ou seja, se continuar assim, serão quase 38 demitidos até o final da competição.
E o pior é que muitos clubes trocam de treinador, mas continuam pagando os salários do mesmo até o final do compromisso. Teve época em que o Flamengo, que não andava bem das pernas na parte técnica, pagava salários de cinco treinadores ao mesmo tempo.
Esse ritual impera no futebol brasileiro há muito tempo. É bem diferente de países da Europa, por exemplo, onde treinadores fazem história e têm longevidade nos clubes. Associam sua imagem à do clube que os emprega e lá criam raízes.
Essa é a famosa dança das cadeiras. Hit famosíssimo quando se trata de futebol brasileiro. Não importa se o treinador tem nome, títulos na bagagem ou olhos verdes. O que vale mesmo são resultados e, se possível, imediatos. Ninguém tem tempo para esperar que o trabalho cresça e apareça. A torcida chiou depois de um resultado ou um corneteiro tocou seu instrumento mais alto e pronto, está na hora de trocar de técnico.
A ciranda dos treinadores já derrubou quase uma dezena nesse início de Brasileiro. A média é de quase um por rodada. Ou seja, se continuar assim, serão quase 38 demitidos até o final da competição.
E o pior é que muitos clubes trocam de treinador, mas continuam pagando os salários do mesmo até o final do compromisso. Teve época em que o Flamengo, que não andava bem das pernas na parte técnica, pagava salários de cinco treinadores ao mesmo tempo.
Esse ritual impera no futebol brasileiro há muito tempo. É bem diferente de países da Europa, por exemplo, onde treinadores fazem história e têm longevidade nos clubes. Associam sua imagem à do clube que os emprega e lá criam raízes.
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Uma tonelada no pé
Pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube, já dizia o filósofo do futebolês, Neném Prancha. E não é que os jogadores do Fluminense provaram que o bordão tem um fundo de verdade.
Carregando a ansiedade de 90 mil tricolores nas arquibancadas e o cansaço de 120 minutos de luta, três dos quatro cobradores praticamente empurraram a bola até as mãos do goleiro Cevallos, da LDU. O resultado todos sabem, título nas mãos dos equatorianos.
Que a responsabilidade é grande não se discute, mas o pé dos tricolores pesou uma tonelada, pelo menos. Conca, Thiago Neves e, principalmente, Washington quase que nem conseguem fazer a bola chegar ao gol na hora do chute. Cevallos, experiente e em fim de carreira, se consagrou e calou a boca dos que o colocavam como a válvula que poderia vazar em favor do Flu. Pegou os três pênaltis e, de quebra, fez duas defesas milagrosas com bola rolando.
Está certo que o fraco árbitro argentino Héctor Baldassi fez das suas, principalmente no primeiro tempo, quando não marcou um pênalti em Washington, permitiu jogadas violentas dos equatorianos e, com a ajuda do bandeira, anulou um ataque do Fluminense ao marcar impedimento inexistente de Cícero, mas a grande verdade é que o Fluminense parou no terceiro gol e escapou de sofrer o segundo gol em diversas oportunidades.
Resta o consolo de ter mostrado uma grande campanha durante a competição. Só que, terminada a Libertadores, além de ter ficado sem o título, o Flu irá precisar reunir todas as forças para empreender uma arrancada no Brasileiro, onde fecha a classificação, iluminando o caminho dos demais com a lanterna.
Carregando a ansiedade de 90 mil tricolores nas arquibancadas e o cansaço de 120 minutos de luta, três dos quatro cobradores praticamente empurraram a bola até as mãos do goleiro Cevallos, da LDU. O resultado todos sabem, título nas mãos dos equatorianos.
Que a responsabilidade é grande não se discute, mas o pé dos tricolores pesou uma tonelada, pelo menos. Conca, Thiago Neves e, principalmente, Washington quase que nem conseguem fazer a bola chegar ao gol na hora do chute. Cevallos, experiente e em fim de carreira, se consagrou e calou a boca dos que o colocavam como a válvula que poderia vazar em favor do Flu. Pegou os três pênaltis e, de quebra, fez duas defesas milagrosas com bola rolando.
Está certo que o fraco árbitro argentino Héctor Baldassi fez das suas, principalmente no primeiro tempo, quando não marcou um pênalti em Washington, permitiu jogadas violentas dos equatorianos e, com a ajuda do bandeira, anulou um ataque do Fluminense ao marcar impedimento inexistente de Cícero, mas a grande verdade é que o Fluminense parou no terceiro gol e escapou de sofrer o segundo gol em diversas oportunidades.
Resta o consolo de ter mostrado uma grande campanha durante a competição. Só que, terminada a Libertadores, além de ter ficado sem o título, o Flu irá precisar reunir todas as forças para empreender uma arrancada no Brasileiro, onde fecha a classificação, iluminando o caminho dos demais com a lanterna.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
A temida janela do meio do ano
A tão temida janela de meio de ano já está se abrindo. Os principais destaques dos clubes brasileiros são os alvos prediletos dos clubes europeus, que buscam reforços para o início da temporada de lá.
A tal janela é temida porque desfalca e até desmonta elencos que foram formados para o Brasileiro. Os clubes europeus sabem que aqui podem encontrar o que querem e por um preço camarada.
Comprar no mercado brasileiro sempre foi uma festa para os europeus. Aqui eles compram craques consagrados, talentos emergentes e até promessas por um preço imperdível.
Até parece propaganda de loja de saldos, mas não é. O futebol brasileiro sempre foi pródigo em revelar e entregar de bandeja para os clubes da Europa. Alguém se lembra quanto o Milan pagou por Kaká? Eu refresco a memória de quem já esqueceu: US$ 8 milhões. Isso mesmo, oito milhões de dólares ou, no câmbio atual, pouco mais de R$ 13 milhões. Dá pra acreditar?
Essa é a realidade do futebol brasileiro e não há como escapar dela. Os clubes, sempre enforcados ou nas mãos de empresários, que colocam elencos completos em determinados times, que são usados como vitrines, aceitam qualquer pacote, desde que recebam algum no final das contas.
Henrique, que chegou no início do ano ao Palmeiras, trazido pela Traffic, parceira do clube, está indo para o Barcelona. Ao Palmeiras vai sobrar cerca de US$ 2 milhões, ou R$ 3,3 milhões. Ainda bem para o clube que a parceira colocou um novo zagueiro no elenco, senão com o mesmo talento, pelo menos com qualidade para entrar e ficar.
Hernandes, do São Paulo, também deve ir embora. Assim como já foram outros talentos emergentes em outras temporadas, como é o caso do zagueiro Breno, do mesmo São Paulo, negociado com o Bayern de Munique, da Alemanha, com apenas 17 anos, só pra citar um exemplo.
Enquanto uns vão, outros voltam. Cafu, Serginho e Mineiro já estão no mercado, prontos para assinar um contrato. Cafu e Serginho ja passaram dos 35 faz tempo. Mineiro, ainda titular da seleção, ficou no Herta Berlim, da Alemanha, por uma temporada ou duas e já está de volta. Quem se arrisca?
A tal janela é temida porque desfalca e até desmonta elencos que foram formados para o Brasileiro. Os clubes europeus sabem que aqui podem encontrar o que querem e por um preço camarada.
Comprar no mercado brasileiro sempre foi uma festa para os europeus. Aqui eles compram craques consagrados, talentos emergentes e até promessas por um preço imperdível.
Até parece propaganda de loja de saldos, mas não é. O futebol brasileiro sempre foi pródigo em revelar e entregar de bandeja para os clubes da Europa. Alguém se lembra quanto o Milan pagou por Kaká? Eu refresco a memória de quem já esqueceu: US$ 8 milhões. Isso mesmo, oito milhões de dólares ou, no câmbio atual, pouco mais de R$ 13 milhões. Dá pra acreditar?
Essa é a realidade do futebol brasileiro e não há como escapar dela. Os clubes, sempre enforcados ou nas mãos de empresários, que colocam elencos completos em determinados times, que são usados como vitrines, aceitam qualquer pacote, desde que recebam algum no final das contas.
Henrique, que chegou no início do ano ao Palmeiras, trazido pela Traffic, parceira do clube, está indo para o Barcelona. Ao Palmeiras vai sobrar cerca de US$ 2 milhões, ou R$ 3,3 milhões. Ainda bem para o clube que a parceira colocou um novo zagueiro no elenco, senão com o mesmo talento, pelo menos com qualidade para entrar e ficar.
Hernandes, do São Paulo, também deve ir embora. Assim como já foram outros talentos emergentes em outras temporadas, como é o caso do zagueiro Breno, do mesmo São Paulo, negociado com o Bayern de Munique, da Alemanha, com apenas 17 anos, só pra citar um exemplo.
Enquanto uns vão, outros voltam. Cafu, Serginho e Mineiro já estão no mercado, prontos para assinar um contrato. Cafu e Serginho ja passaram dos 35 faz tempo. Mineiro, ainda titular da seleção, ficou no Herta Berlim, da Alemanha, por uma temporada ou duas e já está de volta. Quem se arrisca?
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
De herói a vilão
Vida de goleiro não é fácil. Já dizia uma máxima popular, antiga por sinal, que lugar onde goleiro pisa nem grama nasce.
O goleiro Felipe, do Corinthians, está sentindo na pele o que é a vida de goleiro. De herói em diversos jogos, inclusive na classificação para a final da Copa do Brasil, quando pegou pênalti e garantiu o Corinthians naquela semifinal contra o Botafogo, o goleiro vive seu calvário agora, depois de, supostamente, falhar nos dois gols do Sport na Ilha do Retiro.
O técnico Mano Menezes, com o intuito de preservar o atleta, acabou contribuindo ainda mais para sua desgraça. Ao tirá-lo do time, aumentou a onda de pressão que a torcida faz contra o goleiro.
A torcida segue pegando no pé do goleiro e deverá continuar assim até que Júlio César, o novo titular, falhe. Aí será a vez dele sofrer.
O goleiro Felipe, do Corinthians, está sentindo na pele o que é a vida de goleiro. De herói em diversos jogos, inclusive na classificação para a final da Copa do Brasil, quando pegou pênalti e garantiu o Corinthians naquela semifinal contra o Botafogo, o goleiro vive seu calvário agora, depois de, supostamente, falhar nos dois gols do Sport na Ilha do Retiro.
O técnico Mano Menezes, com o intuito de preservar o atleta, acabou contribuindo ainda mais para sua desgraça. Ao tirá-lo do time, aumentou a onda de pressão que a torcida faz contra o goleiro.
A torcida segue pegando no pé do goleiro e deverá continuar assim até que Júlio César, o novo titular, falhe. Aí será a vez dele sofrer.
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
A evolução tricolor
São Paulo é sempre São Paulo. Não há como contestar que o Tricolor paulista é sempre candidato ao título, seja qual for a competição. Apesar de ter começado mal o Brasileiro, já iniciou a recuperação e figura entre os candidatos ao título ou, na pior das hipóteses, às vagas na Libertadores.
Foram três vitórias nos últimos três jogos. Uma goleada incontestável sobre o Galo mineiro por 5 a 1; outra por 4 a 2, em pleno Maracanã, sobre o líder Flamengo, e uma vitória mais modesta, mas que mostra a recuperação do time, por 1 a 0 sobre o Sport, conquistada no último minuto do jogo.
Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e São Paulo ja aparecem nas primeiras colocações. A surpresa, boa por sinal, é o Náutico, que figura na quarta posição, portanto, na zona de Libertadores. Se vai se aguentar ali por muito tempo ninguém sabe, mas que vem mostrando futebol para tanto não dúvida.
Lá embaixo, na rabeira, o Fluminense aguarda passar a decisão da Libertadores, nesta e na próxima quarta, para iniciar a recuperação. E é bom que comece logo pois, se conquistar a América, Renato Gaúcho já disse que quer ir ao Japão com um mês de antecipação e aí, com o Brasileiro ainda por terminar, o Flu terá que deixar por aqui uma equipe pra lá de reserva e com muita gordura de pontos pra queimar, caso não queira voltar com o título mundial e a vaga garantida na Série B de 2009.
O Santos, que apanhou de quatro do Goiás, que não ganhava de ninguém, em plena Vila, que se cuide. Ainda há tempo, mas a diretoria precisa correr atrás de reforços o quanto antes.
O Brasileirão ainda está no começo, mas já começa a delinear o que deverá vir por aí. Quem tem jogador despontando que se cuide, pois a janela européia está por abrir e irão chover propostas e euros para aqueles que estão na vitrine.
Foram três vitórias nos últimos três jogos. Uma goleada incontestável sobre o Galo mineiro por 5 a 1; outra por 4 a 2, em pleno Maracanã, sobre o líder Flamengo, e uma vitória mais modesta, mas que mostra a recuperação do time, por 1 a 0 sobre o Sport, conquistada no último minuto do jogo.
Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e São Paulo ja aparecem nas primeiras colocações. A surpresa, boa por sinal, é o Náutico, que figura na quarta posição, portanto, na zona de Libertadores. Se vai se aguentar ali por muito tempo ninguém sabe, mas que vem mostrando futebol para tanto não dúvida.
Lá embaixo, na rabeira, o Fluminense aguarda passar a decisão da Libertadores, nesta e na próxima quarta, para iniciar a recuperação. E é bom que comece logo pois, se conquistar a América, Renato Gaúcho já disse que quer ir ao Japão com um mês de antecipação e aí, com o Brasileiro ainda por terminar, o Flu terá que deixar por aqui uma equipe pra lá de reserva e com muita gordura de pontos pra queimar, caso não queira voltar com o título mundial e a vaga garantida na Série B de 2009.
O Santos, que apanhou de quatro do Goiás, que não ganhava de ninguém, em plena Vila, que se cuide. Ainda há tempo, mas a diretoria precisa correr atrás de reforços o quanto antes.
O Brasileirão ainda está no começo, mas já começa a delinear o que deverá vir por aí. Quem tem jogador despontando que se cuide, pois a janela européia está por abrir e irão chover propostas e euros para aqueles que estão na vitrine.
Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
De mal a pior
Um ponto apenas em seis disputados, nenhum gol marcado nos últimos três jogos, seis gols sofridos e três marcados nas últimas quatro partidas. E o que é pior, um futebol sofrível, sem imaginação, sem criatividade e sem perspectiva de melhora. Esse é o quadro atual da seleção brasileira, do técnico Dunga.
O empate diante da Argentina, que perdeu duas chances nos minutos finais, pode ser comemorado como vitória, apesar de ter sido alcançado em pleno Mineirão. Tirando Júlio Baptista, o melhor brasileiro em campo; Adriano, que lutou muito no ataque e na defesa; o goleiro Júlio César, que evitou a derrota no final, e Juan, que foi o de sempre, o resto não mostrou nada que pudesse ser aproveitado. Muito pouco para uma seleção tida como uma das melhores do mundo.
O técnico Dunga, que mostra a mesma teimosia de outros treinadores que já passaram pela seleção, deveria olhar um pouco mais para o lado de lá do Atlântico, acompanhar mais a evolução tática do futebol na Europa e aplicar o que aprender na seleção. Afinal, é lá que joga a maioria dos selecionáveis. Ou não?
O que me anima é que o panorama está muito parecido com o de outras Eliminatórias, como a que classificou o Brasil para o Mundial de 2002 na Ásia. Naquela oportunidade o time ia de mal a pior com Luxemburgo, não evoluiu com Leão e Candinho e só garantiu a vaga com muita luta e o pulso firme de Felipão. E deu no que deu.
Na seguinte, para a Copa da Alemanha, o time de Parreira jogava sozinho, sem precisar do dedo do técnico e se classificou com um pé nas costas. Depois, bem, depois foi aquilo que se viu em gramados alemães.
Voltando ao pífio desempenho da seleção nos quatro jogos – dois amistosos e dois oficiais -, não dá mais para agüentar certos jogadores. Maicon só tem uma jogada quando vai ao ataque. Corre muito, depois pára e corta para dentro. Gilberto Silva, reserva no Arsenal, já não é o mesmo de seis anos atrás e não tem ritmo para guardar a defesa, além de ser péssimo no passe. Gilberto, pela esquerda, é limitado quando vai ao ataque e ainda sofre com as bolas nas costas. Sem falar de Diego, que nunca é na seleção o que foi no Santos ou é no Werder Bremen, e em Robinho, que reconheceu no final do jogo que vem jogando mal e precisa melhorar.
A hora de mudar é agora. A próxima partida nas Eliminatórias acontece somente em setembro, contra o Chile, fora de casa. Um novo treinador teria tempo para reparar os danos e mudar o clima. No meio do caminho tem os Jogos Olímpicos em Pequim, mas como a CBF não dá muita importância para o ouro olímpico e prefere os dólares e euros dos amistosos, qualquer um que vá para Pequim com a seleção fará o mesmo papel.
O empate diante da Argentina, que perdeu duas chances nos minutos finais, pode ser comemorado como vitória, apesar de ter sido alcançado em pleno Mineirão. Tirando Júlio Baptista, o melhor brasileiro em campo; Adriano, que lutou muito no ataque e na defesa; o goleiro Júlio César, que evitou a derrota no final, e Juan, que foi o de sempre, o resto não mostrou nada que pudesse ser aproveitado. Muito pouco para uma seleção tida como uma das melhores do mundo.
O técnico Dunga, que mostra a mesma teimosia de outros treinadores que já passaram pela seleção, deveria olhar um pouco mais para o lado de lá do Atlântico, acompanhar mais a evolução tática do futebol na Europa e aplicar o que aprender na seleção. Afinal, é lá que joga a maioria dos selecionáveis. Ou não?
O que me anima é que o panorama está muito parecido com o de outras Eliminatórias, como a que classificou o Brasil para o Mundial de 2002 na Ásia. Naquela oportunidade o time ia de mal a pior com Luxemburgo, não evoluiu com Leão e Candinho e só garantiu a vaga com muita luta e o pulso firme de Felipão. E deu no que deu.
Na seguinte, para a Copa da Alemanha, o time de Parreira jogava sozinho, sem precisar do dedo do técnico e se classificou com um pé nas costas. Depois, bem, depois foi aquilo que se viu em gramados alemães.
Voltando ao pífio desempenho da seleção nos quatro jogos – dois amistosos e dois oficiais -, não dá mais para agüentar certos jogadores. Maicon só tem uma jogada quando vai ao ataque. Corre muito, depois pára e corta para dentro. Gilberto Silva, reserva no Arsenal, já não é o mesmo de seis anos atrás e não tem ritmo para guardar a defesa, além de ser péssimo no passe. Gilberto, pela esquerda, é limitado quando vai ao ataque e ainda sofre com as bolas nas costas. Sem falar de Diego, que nunca é na seleção o que foi no Santos ou é no Werder Bremen, e em Robinho, que reconheceu no final do jogo que vem jogando mal e precisa melhorar.
A hora de mudar é agora. A próxima partida nas Eliminatórias acontece somente em setembro, contra o Chile, fora de casa. Um novo treinador teria tempo para reparar os danos e mudar o clima. No meio do caminho tem os Jogos Olímpicos em Pequim, mas como a CBF não dá muita importância para o ouro olímpico e prefere os dólares e euros dos amistosos, qualquer um que vá para Pequim com a seleção fará o mesmo papel.
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